Seguro viagem: por que contratar e como escolher

Oiii gente!!

Hoje vamos falar de um item SUPER IMPORTANTE em uma viagem e que muitas vezes é esquecido ou jogado para escanteio: o Seguro Viagem!

Quando se pensa em viajar, a gente pesquisa e planeja tudo: hotéis, passeios, transfers, até os restaurantes que queremos ir. Mas e, se por acaso, você comer algo que não lhe fizer bem? Ou sem querer pisar errado e torcer o tornozelo? Ou pegar um resfriado? #estárepreendido mas pode acontecer!

Lógico que ninguém viaja pensando em infortúnios, mas, como tudo na vida, é melhor prevenir do que remediar. E um seguro de viagem é exatamente assim, uma prevenção que a gente torce para não ter que usar!

Acidente de balão que aconteceu na Capadócia com brasileiros. Muitos acompanharam a luta das famílias com os seguros.
Acidente de balão que aconteceu na Capadócia com brasileiros. Muitos acompanharam a luta das famílias com os seguros.

Além de te dar assistência em caso de doenças, extravio de bagagens e algumas outras situações, existem vários países que não é necessário visto para entrar, mas é exigido o seguro de viagem. Nos países europeus inclusos no Tratado de Schengen*, por exemplo, é obrigatório um seguro com cobertura mínima de 30 mil euros, independente do país de origem.  Outro exemplo, para ir à Cuba também é necessário ter seguro. Quem deseja fazer intercâmbio na Austrália precisa do seguro “Overseas Students Health Cover”. Antes de qualquer viagem, é importante se informar com o serviço consular do país de destino sobre a necessidade e as exigências.

Os melhores seguros cuidam de várias despesas, como consultas, emergências, internações e outros procedimentos médicos que podem custar altíssimo em outros países (principalmente nos EUA, conhecido como um dos países com maiores custos de serviços médicos – cerca de 71% maiores que os do Brasil).

Existem vários tipos de seguro, como específicos para viagens marítimas, específicos para viagens na América do Sul, para quem vai fazer esportes radicais, para intercâmbio, etc.. O ideal é você pesquisar algumas opções e ver qual que se adequa melhor à sua viagem. Além de “qual”, o “quanto” de cobertura você vai precisar depende muito da viagem que vai fazer (esportes radicais, por exemplo, que possuem um risco maior, demandam coberturas mais altas).

Uma dúvida muito comum é sobre a diferença entre Seguro e Assistência de Viagem. Na prática são dois “pacotes” que vendem produtos basicamente iguais, com diferenças em alguns itens, mas ambos servem para o mesmo propósito: assegurar uma viagem mais tranquila e prestar assistência em caso de imprevistos. A maior diferença entre os dois se dá na hora de utilizar os procedimentos médicos: enquanto com o seguro você geralmente escolhe a clínica/hospital que vai, paga o tratamento e solicita posteriormente o reembolso da despesas, os planos de assistência possuem uma rede de médicos/hospitais credenciados (geralmente bem ampla), e quando você precisa de atendimento você liga para a central e eles te encaminham para o profissional/estabelecimento mais próximo da região, não precisando desembolsar nenhum valor para ser atendido.

Qual dos dois achamos melhor? Bom, depende muito. Se você vai para um local remoto, por exemplo, é mais difícil ter profissionais/clínicas credenciados na rede da assistência, sendo ideal um seguro. Em contrapartida, muitas das empresas de assistência de viagem, após serem contatadas, e em situações graves, autorizam o atendimento no hospital da sua escolha para depois reembolsar.

Algumas zebras não tem como prevermos, né?
Algumas zebras não tem como prevermos, né?

A escolha do seguro/assistência de viagem é muito pessoal, mas existem alguns pontos que você deve ficar atento na hora de pesquisar. Separamos algumas dicas/orientações para ajudar na contratação do seu:

  • DEFINA O PERFIL DA VIAGEM – de acordo com a viagem, o seguro a ser contratado é diferente. Intercâmbios, viagens à lazer, viagens marítimas, tudo isso fará diferença na hora de escolher o seguro e sua cobertura.

Nota: Não omita riscos relevantes, como a prática de esportes radicais, mesmo que isso implique em seguros com custos maiores. Se você precisar utilizar serviços médicos por situações que não estão definidas na apólice, vai ter que arcar com os custos e muito dificilmente conseguirá ressarcimento por parte das seguradoras.

  • VERIFIQUE A COBERTURA – preste atenção se a cobertura vale para todos os países que você vai (caso a viagem tenha mais de um país) e se a região está dentro da área de contato direto com a seguradora (caso não esteja, ela deve indicar o telefone do representante no local antes do embarque). Compare também os valores, não só da cobertura para acidentes e assistência médica, mas para remédios, tratamentos odontológicos, extravio de bagagem, assistência jurídica, etc.. Fique atento também às exigências do local que você vai, pois, como dito acima, alguns países exigem valor mínimo de cobertura, como os do Tratado de Schengen*.

Nota²: As coberturas podem variar de 10 mil a 1 milhão de dólares. Uma forma de saber se é mais interessante contratar a cobertura básica ou uma maior, é avaliar os custos de alguns serviços médicos no país de destino (hospitalização, cirurgia, raio-x, etc.). O site MyTravelCost.com pode ser de grande ajuda! Ele mostra os gastos médios com saúde em diferentes países, comparando os custos entre dois lugares.

  • LEIA A APÓLICE E AS CLÁUSULAS DO CONTRATO – antes de fechar o contrato, leia atentamente as cláusulas, para evitar futuras dores de cabeça. Os itens podem variar muito de seguro para seguro ou dependendo da cobertura escolhida. Os seguros mais básicos cobrem apenas morte ou invalidez acidental e têm ressarcimento limitado com gastos médicos. Outros serviços, como cobertura para perda e extravio de bagagem, custeio de traslados em caso de acidente ou morte, e assistência no exterior, podem estar incluídos ou não.
  • DOENÇAS PREEXISTENTES – primeiramente, sempre avalie seu estado de saúde antes de viajar. “Segundamente”, verifique se o seguro/assistência cobre doenças adquiridas antes de contratar/utilizar o serviço (a maioria não cobre, e se a pessoa possuir alguma doença crônica e tiver uma crise durante a viagem, tem que estar ciente que o seguro não vai cobrir suas despesas).
  • CENTRAL DE ATENDIMENTO – ter uma assistência que possua uma central de atendimento na sua língua materna, no caso o português, pode ser crucial na hora do “aperreio”. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) recomenda que “se a viagem for para o exterior, o consumidor deve contratar uma seguradora que coloque à disposição dos clientes uma central de atendimento em português. É uma facilidade que ajuda no momento da solicitação dos serviços contratados”. Isso vai facilitar não só a solicitação do serviço, mas as instruções do que se deve fazer, principalmente em um momento de estresse.

Prestando atenção em todos esses pontos, você conseguirá escolher o melhor seguro/assistência para sua viagem! Independente da empresa que escolher, fique atento:

  1. Nem todos os seguros cobrem extravio de bagagem, mas a companhia aérea tem o dever de lhe indenizar. De acordo com o IDEC, a pessoa tem até cinco anos para entrar com uma ação judicial, mesmo que a bagagem tenha sido extraviada no exterior. Independente de o seguro cobrir esse item ou não, anote tudo que está levando e bata uma foto da mala aberta, de modo que as coisas possam ser visualizadas. Caso aconteça essa chatice, você vai saber exatamente o que levou e apresentar para o seguro ou a companhia aérea, aumentando as chances de obter um reembolso maior.
  2. O teto mínimo para a cobertura do seguro varia de acordo com o país. Espanha, Itália e Portugal exigem apenas um montante em dinheiro e uma declaração de beneficiário do ISS para admitir a entrada de brasileiros (mas eu não contaria apenas com isso, se eu fosse você).
  3. Procure saber se o país que você vai está com alguma epidemia ou exige alguma vacina específica. Um site que pode te ajudar nisso é o who.int. Para ir ao Caribe, por exemplo, é necessário ter vacina contra febre amarela.
  4. De acordo com a legislação brasileira (circular SUSEP nº 302/2005), todo seguro viagem deve contemplar as coberturas básicas de morte acidental e invalidez permanente parcial ou total por acidente.
  5. Cuidado com seguros contratados no exterior. Podem até ser mais baratos, mas se houver algum problema não haverá como recorrer a ninguém no Brasil, nem à justiça.

Com saúde não se brinca, né gente? Um passeio maravilhoso pode se tornar um verdadeiro pesadelo se você não tomar as devidas precauções. Imprevistos acontecem, mas quando estamos fora do nosso país, é super importantes estarmos tranquilos de que teremos assistência.

Quem já precisou utilizar um seguro lá fora, sabe que não tem nada melhor do que ser bem orientado e atendido.
Quem já precisou de médico lá fora, sabe que não tem nada melhor do que ser bem orientado e atendido.

Que nós amamos viajar todos vocês sabem, já usamos vários seguros de viagem, na maioria das vezes não precisando acioná-los. Mas como sabemos que é um dos itens mais importantes em uma viagem, temos parceria com algumas assistências de viagens super bacanas e conseguimos ótimos valores para você viajar!

Mandem um e-mail pra gente no contato@viagensemenus.com para fazer uma cotação sem compromisso! =)

 

Ficamos muito felizes em poder oferecer, além de informação, outras coisas boas a quem nos acompanha. Desejamos que todos façam viagens maravilhosas assim como as nossas! Busquem informações sobre os seguros, comparem, escolham, mas não deixem de ir para o exterior sem um!

Um beijo e boas viagens!!

*Os países parte do Tratado de Schengen são Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça.

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Autor: Livia | Viagens & Menus

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